quinta-feira, 28 de março de 2013

* O impacto do diagnóstico de autismo na família.


 
por Maria Theresa Abinader
www.manitasporautismo.com

O autismo não é uma enfermidade, é um sofrimento complexo do cérebro que implica em problemas sociais, de conduta e de linguagem. O autismo não discrimina. Não importa em que parte do mundo você viva. Sejam filhos de ricos, de pobres, pessoas comuns e normais ou de personalidades conhecidas. Qualquer criança pode ter autismo. O autismo impacta a família de muitas formas.
O autismo é um enigma inquietante que afeta tanto à criança como toda a família. O cuidado que requer uma criança autista é muito exigente para a família da criança. Os pais estão expostos a múltiplos desafios que têm um impacto forte na família (emocional, econômico e cultural). O apoio profissional pode ajudar a lidar com uma criança autista. Os conselheiros ajudam aos pais a aprender a forma de manejar as condutas. O cuidado de uma criança com autismo pode ser exaustivo e frustrante. Infelizmente, nem todas as famílias têm acesso a esses serviços profissionais. Seja por falta de conhecimento ou de recursos financeiros.

As muitas maneiras que impactam o autismo

- Saúde Mental – Às vezes o sentimento de impotência deprime aos pais. Barreiras do idioma, muitas famílias não sabem a quem recorrer.
- Educação Especial (aprender a navegar o sistema) – aonde recorrer. Nem todos os países, incluindo os Estados Unidos, provêem às famílias de fala hispana o maior acesso à informação sobre o sistema educativo e como podem ajudar aos filhos.
- Gastos, Gastos e mais gastos. Médicos, Medicina, Suplementos, Serviços de terapias – terapia da fala, físicas e ocupacionais podem melhorar as atividades da linguagem. As crianças com autismo necessitam desenvolver seus padrões sociais.
- Medicamentos- Ainda que não existam medicamentos para tratar o autismo, alguns são usados para ajudar a controlar os sintomas.
- Os irmãos das crianças com autismo sofrem muito porque às vezes sentem que ficam de lado.
- As relações do casal passam por duras provas, alto índice de divórcios.
Autismo traz às famílias lições importantes sobre como aprender a levar as duras demandas da vida com tolerância e humor. Isso não faz todos famílias especiais.
O autismo, mais que um problema que afeta a uma pessoa, é um transtorno de incapacidade que afeta à toda a família. Quando os pais tratam de descrever o viver com um filho com autismo, usam termos bem diferentes como: doloroso, incômodo, difícil, normal, complicado, muito satisfatório, faz amadurecer, traumático, e outros muitos.
O certo é que cada família, e dentro desta, cada membro da família é afetado pelo membro autista de maneira diferente. O impacto que produz o autismo, além de variar nas famílias, e nos indivíduos que as formam, muda segundo a etapa em que se encontra cada um.
O efeito do autismo é parecido ao que produz qualquer outra incapacidade permanente em um membro da família, pelo que vários aspectos que são tratados aqui são comuns a várias deficiências. Certamente, o ter um filho autista pode ser uma das experiências mais devastadoras para os pais em particular, também para os outros filhos. Leva a família a graves tensões e por momentos pode parecer o fim do mundo, mas não é, como tão pouco o fim da família. Muitos têm conseguido vencer, e suas experiências ajudam a outros a enfrentar a maior fonte de preocupação, que é o medo ao desconhecido. Com frequência, os pais se sentem mal pela adversidade, intensidade e a contradição de sentimentos que a respeito do filho autista e à situação em que vivem. Uma ajuda eficaz pode levar a reconhecer estes sentimentos como normais, que outros pais já tiveram e que não é vergonhoso ou ruim ter essas reações, nem se é uma má pessoa por tê-las.
Cada família enfrenta este desafio da sua própria maneira, no entanto, existem elementos comuns que vale a pena destacar, e que normalmente se apresentam nas diferentes etapas. Estes são os quatro períodos críticos de transição pelo que passam todas as famílias:

- Ao receber o diagnóstico
- Durante os anos escolares
- Adolescência
- Idade adulta
 

* Dicas importantes para os familiares de um autista.

 

 

quinta-feira, 21 de março de 2013

* Sessão Solene em homenagem ao Dia Mundial de Concientização do Autismo 2013.

Prezados amigos e associados da ABRACI-DF,

Convidamos a todos para participar da Sessão Solene na Câmara Legislativa do Distrito Federal, em homenagem ao Dia Mundial de Conscientização do Autismo, no dia 02 de Abril de 2013, às 10:00 horas.


 A nossa participação é muito importante e devemos somar forças por esta nobre causa.
Divulgue, convide familiares, participe!

 ENVOLVA-SE COM O AUTISMO!


quarta-feira, 20 de março de 2013

* Ensine seu filho habilidades sociais.

Foto: ENSINE SEU FILHO HABILIDADES SOCIAIS.

As crianças que têm autismo muitas vezes têm grande dificuldade em situações sociais. O que vem naturalmente para a maioria das crianças não vem naturalmente às crianças que têm Transtorno do Espectro Autista. A falta de habilidades sociais torna difícil para estas crianças fazer e manter amigos e pode levar ao isolamento social. Aprender para ensinar habilidades sociais para o seu filho com autismo. Dê-lhe as ferramentas adequadas que ele precisa ter em situações sociais.

1- Ensine seu filho a reconhecer os sentimentos dos outros. Muitas crianças com autismo têm grande dificuldade em compreender como os outros se sentem, lendo sinais. Isso tem grande impacto em suas interações sociais. Use cartões de fotos, livros e revistas para destacar as expressões faciais para seu filho. Ensine o que cada expressão facial é e o que significa. Pratique com ele, dizendo-lhe sempre qual expressão facial é e o que significa.

2. Pratique interações recíprocas. Algumas crianças com autismo têm muito unilaterais conversas. Eles costumam falar apenas sobre seu assunto favorito, deixar de fazer perguntas para a pessoa que conversar com e falham em reconhecer os interesses da pessoa que conversar com ele. Ensine seu filho a fazer perguntas durante uma conversa e prática se revezando enquanto fala. Deixe o seu filho fazer uma pergunta, responda-o e deixe-a fazer outra pergunta. Faça este exercício regularmente para ensiná-la a ter uma conversa.

3. Use histórias sociais. Histórias sociais são histórias simples escritas do ponto de seu filho de vista. Cada história social descreve uma situação específica, que os outros vão fazer ou dizer naquela situação e que o seu filho é esperado para fazer ou dizer em que situação. Escrever diferentes histórias sociais para ensinar seu filho diferentes habilidades sociais.

4. Ensaie situações sociais através de role-play. Se seu filho tem dificuldade em uma determinada situação social, praticá-la de antemão. Ao contrário de outras crianças, crianças com autismo deve ser ensinado o que dizer e fazer em situações específicas. Envolver-se em role-play com o seu filho a agir fisicamente a situação. Diga a ela que ela está prevista para dizer ou fazer e então realmente tê-la representá-lo com você.

Fonte: https://www.facebook.com/pages/Autismo/172397142889226?ref=stream
 

 As crianças que têm autismo muitas vezes têm grande dificuldade em situações sociais. O que vem naturalmente para a maioria das crianças não vem naturalmente às crianças que têm Transtorno do Espectro ...Autista. A falta de habilidades sociais torna difícil para estas crianças fazer e manter amigos e pode levar ao isolamento social. Aprender para ensinar habilidades sociais para o seu filho com autismo. Dê-lhe as ferramentas adequadas que ele precisa ter em situações sociais.

1- Ensine seu filho a reconhecer os sentimentos dos outros. Muitas crianças com autismo têm grande dificuldade em compreender como os outros se sentem, lendo sinais. Isso tem grande impacto em suas interações sociais. Use cartões de fotos, livros e revistas para destacar as expressões faciais para seu filho. Ensine o que cada expressão facial é e o que significa. Pratique com ele, dizendo-lhe sempre qual expressão facial é e o que significa.

2. Pratique interações recíprocas. Algumas crianças com autismo têm muito unilaterais conversas. Eles costumam falar apenas sobre seu assunto favorito, deixar de fazer perguntas para a pessoa que conversar com e falham em reconhecer os interesses da pessoa que conversar com ele. Ensine seu filho a fazer perguntas durante uma conversa e prática se revezando enquanto fala. Deixe o seu filho fazer uma pergunta, responda-o e deixe-a fazer outra pergunta. Faça este exercício regularmente para ensiná-la a ter uma conversa.

3. Use histórias sociais. Histórias sociais são histórias simples escritas do ponto de seu filho de vista. Cada história social descreve uma situação específica, que os outros vão fazer ou dizer naquela situação e que o seu filho é esperado para fazer ou dizer em que situação. Escrever diferentes histórias sociais para ensinar seu filho diferentes habilidades sociais.

4. Ensaie situações sociais através de role-play. Se seu filho tem dificuldade em uma determinada situação social, praticá-la de antemão. Ao contrário de outras crianças, crianças com autismo deve ser ensinado o que dizer e fazer em situações específicas. Envolver-se em role-play com o seu filho a agir fisicamente a situação. Diga a ela que ela está prevista para dizer ou fazer e então realmente tê-la representá-lo com você.

 
 

segunda-feira, 11 de março de 2013

* Mitos e verdades sobre o autismo.


por Pelo Direito dos Autistas, Segunda, 11 de março de 2013 às 09:01 ·

O Mito: os autistas têm mundo próprio.A Verdade: os autistas têm dificuldades de comunicação, mas mundo próprio de jeito nenhum. O duro é que se comunicar é difícil para eles, nós não entendemos, acaba nossa paciência e os conflitos vêm. Ensiná-los a se comunicar pode ser difícil, mas acaba com estes conflitos.


O Mito: os autistas são super inteligentes.A Verdade: assim como as pessoas normais, os autistas têm variações de inteligência se comparados uns aos outros. É muito comum apresentarem níveis de retardo mental.


O Mito: os autistas não gostam de carinho.A Verdade: todos gostam de carinho, com os autistas não é diferente. Acontece que alguns têm dificuldades com relação à sensação tátil, podem sentir-se sufocados com um abraço por exemplo. Nestes casos deve-se ir aos poucos, querer um abraço eles querem, a questão é entender as sensações. Procure avisar antes que vai abraçá-lo, prepare-o primeiro por assim dizer. Com o tempo esta fase será dispensada. O carinho faz bem para eles como faz para nós.


O Mito: os autistas gostam de ficar sozinhos.A Verdade: os autistas gostam de estar com os outros, principalmente se sentirem-se bem com as pessoas, mesmo que não participem, gostam de estar perto dos outros. Podem às vezes estranhar quando o barulho for excessivo, ou gritar em sinal de satisfação; quando seus gritos não são compreendidos, muitas vezes pensamos que não estão gostando. Tente interpretar seus gritos.


O Mito: eles são assim por causa da mãe ou porque não são amados.A Verdade: o autismo é um distúrbio neurológico, pode acontecer em qualquer família, religião etc. A maior parte das famílias em todo o mundo tende a mimá-los e superprotegê-los, são muito amados, a teoria da "mãe geladeira" foi criada por ignorância, no início do século passado e foi por terra pouco tempo depois. É um absurdo sem nexo.


O Mito: os autistas não gostam das pessoas.A Verdade: os autistas amam sim, só que nem sempre sabem demonstrar isto. Os problemas e dificuldades de comunicação deles os impedem de ser tão carinhosos ou expressivos, mas acredite que mesmo quietinho, no canto deles, eles amam sim, sentem sim, até mais que os outros.


O Mito: os autistas não entendem nada do que está acontecendo.A Verdade: os autistas podem estar entendendo sim, nossa medida de entendimento se dá pela fala, logo se a pessoa não fala, acreditamos não estar entendendo, mas assim como qualquer criança que achamos não estar prestando atenção, não estar entendendo, de repente a criança vem com uma tirada qualquer e vemos que ela não perdeu nada do que se falou, o autista só tem a desvantagem de não poder falar. Pense bem antes de falar algo perto deles.


O Mito: o certo é interná-los, afinal numa instituição saberão como cuidá-los.A Verdade: toda criança precisa do amor de sua família, a instituição pode ter terapeutas, médicos, mas o autista precisa mais do que isto, precisa de amor, de todo o amor que uma família pode dar, as terapias fazem parte; uma mãe, um pai ou alguém levá-lo e trazê-lo também.


O Mito: eles gritam, esperneiam porque são mal educados.A Verdade: o autista não sabe se comunicar, tem medos, tem dificuldades com o novo, prefere a segurança da rotina, então um caminho novo, a saída de um brinquedo leva-os a tentar uma desesperada comunicação, e usam a que sabem melhor, gritar e espernear. Nós sabemos que isto não é certo, mas nos irritamos, nos preocupamos com olhares dos outros, às vezes até ouvimos aqueles que dizem que a criança precisa apanhar, mas nada disto é necessário, se desse certo bater, todo o burro viraria doutor! Esta fase de gritar e espernear passa, é duro, mas passa. Mesmo que pareça que ele não entenda, diga antes de sair que vai por ali, por aqui etc. e seja firme em suas decisões. Não ligue para os olhares dos outros, você tem mais o que fazer. Não bata na criança, isto não ajudará em nada, nem a você e nem a ele. Diga com firmeza que precisa ir embora, por exemplo, e mantenha-se firme por fora, por mais difícil que seja. Esta fase passa, eles precisarão ver a firmeza do outro.


Fonte: Bengala Legal | Lucy SantosTexto adaptado para divulgação no site do Instituto Indianópolis - artigo do blog Pró -Auti

segunda-feira, 4 de março de 2013

* Tente imaginar...

 Imagine...

 Imagine se, desde o momento em que você nascesse, cada aspecto do seu ser fosse avaliado e estudado com um olhar crítico. Imagine se quem você é, o jeito que você fala, se move ou se comporta fosse visto como errado e precisando de conserto. Imagine se, desde muito cedo, as pessoas falassem sobre você, na sua frente, como se você não pudesse ouvi-las. Imagine se, mesmo sem entender tudo, você entendesse as emoções por trás das palavras, o desapontamento, o medo, a raiva, mas você não tivesse idéia do porquê. Imagine como isso te faria sentir. Agora, imagine como você se sentiria se entendesse cada palavra dita, mas não pudesse falar ou fazer os outros saberem que você entendia. Imagine como você se sentiria se crescesse acreditando que a sua existência causava aos outros desconforto, dor e tristeza.
Imagine se, quando criança, você fosse agredido pela luz, pelo toque, cheiros e gostos – coisas que não causam dor às outras pessoas, mas que fariam sua vida quase insuportável. Imagine se você, também, pudesse sentir intensamente a energia das pessoas, mas ficasse frequentemente confuso e sobrecarregado por esses sentimentos. Imagine se, quando você chorasse de angústia, você fosse recebido com raiva ou te fosse dito que nada estava errado e que parasse de se comportar dessa forma. Imagine como você se sentiria se, depois de, finalmente, achar as palavras certas e as falar, as pessoas te entendessem mal, ficassem bravas ou te falassem que o tom que você usou foi inapropriado ou o volume que você falou foi muito alto ou muito baixo. Imagine se tentasse com todas as suas forças falar como te ensinaram, mas não importa o quanto tentasse, você nunca parecesse acertar. Imagine como isso seria.
Tente imaginar como se sentiria se você juntasse muita coragem para se aproximar de outro ser humano só para ser evitado, zoado ou mandado embora. Imagine como seria se quisesse ter amigos e brincar de encontros e dormir fora, mas você não tivesse nenhum. Imagine se tentasse fazer amigos, mas não importa o quanto você tentasse, nenhum quisesse passar tempo com você, e você não soubesse o porquê. E se as suas tentativas de parecer amigável fossem vistas como atos de hostilidade? E se você batesse no ombro de alguém – porque viu amigos fazerem isso e eles sempre riam- mas, quando você o fizesse, você fosse levado para a sala do diretor, advertido e ameaçado de expulsão? Como isso te faria sentir? E como seria se você se juntasse a uma roda de conversa, mas no minuto em que você dissesse algo, todos parassem de falar e olhassem pra você com cara de surpresa, ou pior, incômodo ou até raiva? Como isso te faria sentir?
Tente imaginar como seria se as coisas que te trazem alegria fossem ridicularizadas ou tiradas de você. Imagine se você adorasse pular, porque esse movimento te fazia sentir feliz e calmo, mas se você desse pulos, você fosse punido. Apenas imagine como seria se as coisas que você acha fascinantes virassem piada para os outros ou fossem vistas como estranhas. Agora, imagine se você fosse incapaz de fazer as palavras se formarem na sua boca para que você pudesse dizer qualquer coisa para explicar ou protestar. Ou imagine se você pudesse falar, mas quando você falasse, suas palavras parecessem aborrecer as pessoas e você fosse punido. Como você se sentiria se as pessoas que têm poder sobre você te dissessem que iriam te internar se você não se comportasse, e você nem se lembrasse como é que devia se comportar? Tome um momento para realmente imaginar como se sentiria. Imagine como deve ser precisar de ajuda, ter que depender das pessoas e essas pessoas te machucarem, te traírem e ficarem bravas com você.
Imagine como você se sentiria se os experts falassem da sua neurologia como deficiente. Imagine como seria se te dissessem que você é incapaz de sentir emoções e não pode entender seus colegas humanos. E, quando você discordasse, as pessoas dissessem que era impossível ter uma conversa “racional” com você. E, quando você descrevesse o quão doloroso era olhar nos olhos das pessoas – porque era como olhar dentro de suas almas- , e que isso era muito pesado e você não podia mais ouvir o que elas estavam dizendo, ou que quando as pessoas te abraçavam, isso fazia sua pele formigar, ou que o cheiro que emanava de outra pessoa era tão forte que você se sentia mal, você fosse acusado de ser manipulador e as pessoas te exigissem fazer isso de qualquer forma. Imagine como você se sentiria se essas mesmas pessoas dissessem que você era difícil e grosseiro quando você as confrontasse com sua própria insensibilidade. Apenas imagine como você se sentiria se você lesse e ouvisse pessoas que nunca te conheceram dizerem como pessoas como você são violentas e devem ser temidas, mesmo que a única pessoa que você já tenha machucado seja você mesmo. Imagine como seria ser dispensado e silenciado várias vezes em seguida. Apenas tente imaginar como deve ser isso.
Tente.
Tente imaginar o que é ser autista.

Link para o post original em inglês: http://www.huffingtonpost.com/ariane-zurcher/living-with-autism_b_2530030.html?utm_source=Alert-blogger&utm_medium=email&utm_campaign=Email%2BNotifications